Colheita e secagem: da fazenda para a xícara

A colheita é um dos primeiros passos até que aquele café delicioso chegue a sua xícara.

Para o cafeicultor, esta é uma etapa muito importante. Ele sabe que a boa qualidade do fruto é determinante para se conseguir um bom preço na hora da venda. E bons frutos podem gerar cafés realmente caros. As etapas da colheita do café definem o sucesso da produção da bebida, pois, além de interferirem no produto final, influenciam diretamente no custo da produção.

Antigamente, os grãos eram espalhados em uma área descoberta e secados ao sol, o que poderia levar várias semanas. Hoje, o processo é bem diferente. A colheita deve ser realizada na hora certa, ou seja, no momento que grande parte dos frutos estiverem maduros. Se for colhido antes do tempo, com grãos verdes, o café perderá em qualidade e o rendimento final será prejudicado. Há três tipos de colheita que podem ser realizadas hoje em dia: manual, semi-mecanizada e mecanizada.

Colheita manual

A colheita manual acontece em pequenas fazendas, com pequenos produtores, que plantam em áreas planas ou inclinadas. Como o próprio nome diz, é um processo quase artesanal. Neste tipo de colheita não há o auxílio de máquinas, o que pode levar a dois caminhos: olhos menos treinados deixarão passar frutos ruins ou a qualidade da colheita aumentará por se tratar de um processo completamente humanizado.

Colheita semi-mecanizada

Este tipo de colheita também é feita em lavouras pequenas, com áreas planas e inclinadas, unindo homens e máquinas. Aqui, parte da colheita é realizada manualmente e a outra é feita mecanicamente. Neste tipo de colheita, o ponto positivo é a humanização do processo com a exatidão da máquina, ambos selecionando os melhores frutos.

Colheita mecanizada

Para grandes fazendas e grandes produtores, a colheita é totalmente mecanizada, recomendada para locais planos e com grandes áreas ocupadas. Todo o processo é realizado por maquinários agrícolas específicos.

Seja qual for o tipo de colheita, o processo é semelhante: o café se torna uma mistura de frutos verdes, maduros (cereja e verdoengos), passas e frutos secos, folhas, ramos, torrões e pedras. Por isso, os grãos devem passar pelos processos de separação das impurezas (para garantir um café de qualidade) e de lavagem. Esta é outra etapa indispensável, pois elimina sujeiras que geralmente não saem totalmente com a separação de impurezas. Depois, começa o processo de secagem dos grãos, que pode ser feito de duas maneiras: ao sol ou por água e maquinário.

Secagem ao sol

Este é um método seco e natural em que o café é colocado em redes e remexido durante o dia para que seque igualmente, sendo coberto durante a noite. Este processo pode durar algumas semanas, possibilitando a fermentação benéfica entre a casca e o grão.

Água e maquinário

O processo é baseado na separação da polpa e do grão. Os grãos são separados por peso ao serem colocados em canais de água. Os mais leves flutuam e os maduros, que são mais pesados, afundam na água. Na sequência, eles passam por uma série de tambores rotativos que os separam por tamanho. Após essa etapa, os grãos vão para tambores de fermentação em água para remover a camada lisa de mucilagem que ainda está ligada ao grão.

Os grãos, despolpados e fermentados em água, precisam ser secos em mesas de secagem ou pisos, onde serão mexidos regularmente. Eles devem secar até atingirem 10% do volume inicial. Os grãos também podem ser secos mecanicamente. Somente depois deste processo é que o café será armazenado em sacas e preparado para a venda, com grãos ainda verdes. Aí começa um outro processo de seleção dos grãos e torrefação. Aliás, você pode ler mais sobre este processo aqui mesmo em nosso blog.

Da fazenda à xícara, o café passa por diversos ciclos que definem sua qualidade. Sabendo de tudo isso, seu café jamais será o mesmo. Prove os blends gourmet de Dupier e surpreenda-se!

Leave a Comment

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

0
blends de café especial ou gourmetcafé especial e açúcar